Wednesday, April 30, 2008

O fim. O inicio

Ontem, pela primeira vez, emocionei-me nesta semana do enterro. Não sei se de tristeza, se de alegria, a verdade é que me emocionei.

Foram 17 anos a trabalhar, a lutar, muitas frustrações e alegrias, mas agora está a terminar. Olhando para trás, cresci tanto… Sinto-me, hoje, um pouco mais Homem embora ainda tenha tanto para aprender. Mas agora tenho o meu caminho, tenho a minha vida nas mãos!

Tanta gente passou na minha vida… Cada um deixou a sua marca, uns mais do que outros. Vou sentir falta de vocês todos… Vivi o mundo pela primeira vez, procurei-me, encontrei-me, perdi-me… É o fim de um ciclo, mas é o início de algo maior.

Há muitas coisas que teria feito de maneira diferente. Mas acho que o arrependimento é condição inevitável na vida. Há outras coisas que guardarei para sempre dentro de mim. Faz tudo parte de mim, agora, faz tudo parte de quem sou e de quem quero ser.

Por isso emocionei-me. Porque vejo a meta, outrora sempre tão distante, agora ao alcance da minha mão. E faço-o, não sozinho, mas mais acompanhado do que alguma vez estive na vida.

Obrigado a todos!

JDC

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Sunday, April 27, 2008

Amanhã explico melhor

Your heart is broken, and you don’t seem to mind
I guess it happened a little too many times, too many times
You try and you got tired, those long a brighten stories
You weald a fire right under the snow
They don’t they don’t
How could they really know
They don’t

They don’t know how it really feels
They’re just on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see you cry?
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held a spot light when you did that crazy dance
Dance with you
I felt like superstars do
Me and you
We’re just like superstars

I was around you
You couldn’t really tell
I held you close while
While you drove, you just drove into hell
You know!
A kind of hurt that burns
A light that loves you blind
And while your feet go
They go deeper in the sand
You wave and drown
You rave to the crown that says

But they don’t know how really feels
They’re just here on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see you cry?
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held a spot light when you did that crazy dance with me
Yeah you did that crazy dance
You did that crazy dance with me

You did that crazy dance (7x)

Coz they don’t know how it feels
They’re just here on holidays
Like dummies filling landscapes
How could they see us cry?
Do you remember me?
I was the one that held you through
I held a spot light when you did that crazy dance to me
As I dance whith you
I felt like superstars do
Me and you
We felt like superstars
Me and you (2x)

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Wednesday, April 23, 2008

Traduções livres

“Hoc opus hic labor est”, que é como quem diz em latim,
Aqui é que a porca torce o rabo.

JDC

P.S.: Pepper, would you be so kind e corrigias-me a tradução, sff??
P.S.S: Pepper, como tens estado? Nunca mais apareceste! Onde andas a escrever nestes dias?

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Monday, April 21, 2008

Coisas que fazem sentido

Recebi uma mensagem com uma oração adaptada de um salmo. Já tinha ouvido este salmo em inglês, muitas vezes, mas nunca o ouvi em português. Falo-vos disto pois julgo que faz todo o sentido.

Em qualquer altura da nossa vida, temos que ter sempre esperança em algo melhor. Só assim conseguimos encontrar a força para continuar a lutar por algo melhor. Deixo-vos aqui uma tradução portuguesa:

Salmo 23

O SENHOR é meu pastor: nada me falta.
2Em verdes prados me faz descansar
e conduz-me às águas refrescantes.
3Reconforta a minha alma
e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome.
4Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.
5Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
ungiste com óleo a minha cabeça;
a minha taça transbordou.
6Na verdade, a tua bondade e o teu amor
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do SENHOR
para todo o sempre.

JDC

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Thursday, April 17, 2008

Tons de Cinzento

Esta música mostra que o mundo tem muitos tons de cinzento. A simbiose dos Metallica com a Orquestra Sinfónica de São Francisco está para lá do que pode ser previsto ou programado…

alt : http://www.youtube.com/v/erPnyi90cIc&hl=en

JDC

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Wednesday, April 16, 2008

Discursos de Direita

No post anterior transcrevi uma tradução livre do discurso do primeiro ministro australiano sobre a problemática da imigração. Deixo agora o link da versão original: http://www.smh.com.au/news/national/live-here-be-australian/2006/02/24/1140670269194.html

Além do link, deixo alguns comentários, resultado de uma acusação do meu pai de ser um discurso “demasiado á direita” Não sei a orientação política do governo australiano, mas sei que não é fascista. Antes de dizer porque gosto deste texto, deixa-me por bem claro que não falo de emigração humanitária. Quem foge de um país por questões de guerra ou perseguição deve ser acolhido e ajudado. Vou dizer, então, porque gosto deste texto:

“Os imigrantes não-australianos devem adaptar-se. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ‘ofendermos’ certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria dos Australianos”.

Diz o ditado: uma vez em Roma, sê romano. Ao longo da história, os emigrantes aceitaram e assimilaram, de forma mais ou menos profunda, a cultura do país de acolhimento. Nem podia ser de outra maneira. Hoje em dia, com o politicamente correcto levado ao extremo, já não esperamos que os emigrantes se integrem na sociedade e cultura do país de acolhimento. Ao invés, aceitamos e glorificamos a variedade multi-cultural. Resultado? Assimetrias e choques culturais que geram tensão social. Não digo que os emigrantes devam renegar a sua cultura de origem, simplesmente, “uma vez em Roma, sê romano”.

“A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!”

Achas que faz algum sentido ires emigrar para um país e não aprenderes a língua oficial desse país? Para uma integração bem sucedida é essencial saber a língua do país de acolhimento, senão estarás sempre marginalizado e em inferioridade em relação aos demais.

“A maior parte dos Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura”

Esta deve ser a parte que tu achas de extrema-direita. De facto, este parágrafo não é o que se espera de um estado laico. Mas repara na segunda frase. As leis e costumes de um país fazem-se ao longo de séculos e terão sempre a sua base em sistemas filosóficos. O cristão é dos mais antigos de todos. E quanto á última frase, proponho o sentido inverso: se emigrasses para um país muçulmano, como Marrocos, Irão, Paquistão, Arábia Saudita, etc, farias o que se anda a assistir, por exemplo, na Suécia? Sabias que a Suécia é dos maiores países de acolhimento de emigrantes, sobretudo muçulmanos, e que se tem assistido a uma crescente radicalização destes naquele país? Devido a este politicamente correcto, não se exige um mínimo de integração por parte dos emigrantes e, no fim, acabamos com “bolsas” de comunidades estrangeiras dentro do próprio país. Repara que a Suécia tem um sistema social altamente protector, que os suecos são altamente tolerantes e o que temos assistido é manifestações anti-ocidente nas ruas suecas por parte de emigrantes (legais) muçulmanos contra os “costumes libidinosos” dos suecos (particularmente das suecas). O irónico disto tudo, é que 90% dos muçulmanos emigrados na Suécia estão desempregrados e a receber subsídio do Estado, pago pelos contribuintes suecos que tanto os ofendem. Eu não emigraria para um país cujos costumes me ofendessem nem tão pouco posso exigir ao meu país de acolhimento que mude séculos de construção cultural, só porque me ofendem.

“Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.”

Isto é do mais elementar que há! Sou completamente contra, por exemplo, a proibição do véu nas escolas francesas. Tem de haver uma base de entendimento e tem de haver cedências de parte a parte. Só assim poderemos viver em harmonia. Este é o nosso país, a nossa terra e o nosso estilo de vida. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mais uma passagem que atesta a minha teoria de “não-extrema-direita”, pois é reconhecida a emigração como oportunidade de algo melhor.

“Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana: o direito de partir. Se não são felizes aqui, então partam. Não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou”.

Repara, ainda há pouco tempo foste a Marrocos, no Ramadão, e não te queriam deixar beber álcool. Ou então, quantas cenas por causa da Maria José passaram vocês nos restaurantes? Se emigrasses para lá, qual era a tua obrigação? Forçar os Marroquinos a mudar os seus costumes e hábitos? Achas que alguma vez eles aceitariam isso? Obviamente que esperarias que eles não te obrigassem a não beber álcool, porque isso é um costume moral intrínseco à religião deles (que, por acaso, não é obrigação nenhuma, é um conselho do Profeta). A isso, e tu sabes muito melhor que eu, chama-se laicização do Estado, correcto? Então como podem os emigrantes ofender-se com um país de acolhimento porque este não age a preceito dos seus costumes morais? Não será isto uma total inversão de posições?
Alguém, quando emigra e escolhe o seus país de acolhimento já sabe para o que vai. Não pode ir com espírito de missionário, tem de se sujeitar às regras da “casa” e, quando muito, tentar influencia a política desse país, mas nunca com atitudes de “madalenas ofendidas” ou revolta. O país de acolhimento concede um privilégio ao emigrado (partindo do pressuposto que o trata com dignidade). Obviamente que a emigração também traz benefícios ao país de acolhimento, pois toda a gente sabe, por exemplo, que os emigrantes, regra geral, ocupam os postos de trabalho que os autóctones não querem. É uma relação de benefício mútuo que só pode durar se o emigrante se integrar na comunidade. O politicamente correcto conduz à tolerância sem limites, ao aceitarmos a intolerância dos outros.

JDC

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Tuesday, April 15, 2008

Gostava de ouvir os Europeus a dizerem isto

Aposto que os suecos concordam: IDEIAS CLARAS NOS ANTÍPODAS Numa entrevista a propósito do seu 10º aniversário como PM australiano, John Howard defendeu o seu povo como muito eu gostaria de ver ser feito aqui nos antípodas! Deixo alguns excertos da entrevista, numa tradução livre (pouco feliz…), e um link para maior detalhe.

“Os imigrantes não-australianos devem adaptar-se. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ‘ofendermos’ certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria dos Australianos”.

“A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!”

“A maior parte dos Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura”.

“Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. Este é o nosso país, a nossa terra e o nosso estilo de vida. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana: o direito de partir. Se não são felizes aqui, então partam. Não vos forçámos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou”.

in incontinentesverbais.blogspot.com

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Sunday, April 13, 2008

Provocação Ideológica

Uma das falhas do comunismo é o igualitarismo. De facto, as pessoas devem ter os mesmos direitos e deveres, serem iguais perante a lei. Mas não se pode negar a individualidade, cada indivíduo é diferente e isso não se anula por decreto. Haverá sempre preguiçosos e trabalhadores, inteligentes e intelectualmente subtraídos. As pessoas terão sempre sonhos e objectivos diferentes… JDC
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Wednesday, April 9, 2008

Ovo digital

- Para criar programas é necessário um compilador;
- Um compilador é, em si, um programa.

Pergunta: como se criou o primeiro compilador??

JDC

P.S.: eu só queria um compilador C++ de graça…

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Tuesday, April 8, 2008

Coisas que fazem sentido

“Podem os católicos ser liberais?

Na semana passada, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa queixou-se que o Governo exclui a presença católica da política. D. José Ortiga, arcebispo de Braga aproveitou para acrescentar que o Estado não deve ser “militantemente ateu”. Este assunto, chama à baila um ensaio, escrito por mim e pelo Adolfo Mesquita Nunes, na Revista Atlântico em Maio do ano passado, intitulado ‘Os Católicos e o Estado Laico’.

Nesse artigo, tanto eu como o Adolfo, defendemos que os católicos enfermam de um problema que caracteriza o país: gostam demasiado do Estado e pretendem que este atenda, na medida do possível, os seus pontos de vista. Da mesma forma que os socialistas, os católicos pretenderam fazer valer os seus valores através do poder público. Ao fazê-lo, tornaram-se nuns socialistas que se diferenciam destes apenas por acreditarem em Deus. Dizem-se de direita tão só por serem católicos conservadores, numa distinção política digna do século XIX.

A Igreja deve ser livre de difundir as suas crenças. Não de as impor. Se acha que a visão que tem da sociedade está a ser destruída, deve lutar para fazer valer os seus princípios, em todo o lado, mas nunca utilizando o poder do Estado. A Igreja tem preocupações sociais? Que as resolva, por si, sem esperar apoios e reconhecimento. Pode começar por propor que as suas escolas sejam livres de escolher os programas de ensino que considere mais convenientes. Reconhecendo que as suas escolas são caras, pode sugerir que o Estado deixe o mercado funcionar, permitindo o surgimento de mais escolas privadas, com propinas mais baratas e acessíveis a um maior número de alunos. A Igreja (e os católicos) devem desistir do Estado e recuperar, dessa maneira, a liberdade de escolha. Que cada cidadão tenha mais poder para decidir a sua vida e, dessa forma, não seja ameaçado pelas decisões centralistas de quem é ateu.”

in http://atlantico.blogs.sapo.pt/1240138.html

JDC

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