A propósito do Papa e da Universidade de Roma…
Faz tanto sentido convidar o Papa para discursar na sessão de abertura do ano lectivo da Universidade (e não da faculdade de ciências) como qualquer outro filósofo/pensador de relevo. O que realmente me faz confusão, isso sim, é que a opinião do Papa é non-grata logo a priori por ser católico, por ser uma posição formada no espaço da sua religiosidade.
Por outro lado, apesar de não ter sido fisicamente impedido, a pretensão de quem protestou foi precisamente essa! Quem reuniu as assinaturas, quem colocou tarjas e acampou no campus tinha como objectivo, precisamente, impedir a participação do Papa na cerimónia. Ora, é precisamente isso que não se enquadra no espírito Universitário! Essas pessoas deveriam discutir a sua dialéctica ou, simplesmente, não ir á sessão de abertura. Já viram se de cada vez que fosse convidado alguém que despoletasse estes sentimentos num conjunto dos +150 mil elementos da Universidade, esses oradores deixassem de participar? Concerteza que a Universidade ficaria muito mais pobre…
Aos cientistas, e população em geral, basta-lhes ouvir falar em catolicismo ou religião para desconsiderarem por completo qualquer tipo de valor dialético à questão. Esquecem-se, por ventura, de grandes pensadores como Newton, Espinosa, Kierkegaard, Descartes, entre tantos, tantos outros…
Por outro lado, apesar de não ter sido fisicamente impedido, a pretensão de quem protestou foi precisamente essa! Quem reuniu as assinaturas, quem colocou tarjas e acampou no campus tinha como objectivo, precisamente, impedir a participação do Papa na cerimónia. Ora, é precisamente isso que não se enquadra no espírito Universitário! Essas pessoas deveriam discutir a sua dialéctica ou, simplesmente, não ir á sessão de abertura. Já viram se de cada vez que fosse convidado alguém que despoletasse estes sentimentos num conjunto dos +150 mil elementos da Universidade, esses oradores deixassem de participar? Concerteza que a Universidade ficaria muito mais pobre…
Aos cientistas, e população em geral, basta-lhes ouvir falar em catolicismo ou religião para desconsiderarem por completo qualquer tipo de valor dialético à questão. Esquecem-se, por ventura, de grandes pensadores como Newton, Espinosa, Kierkegaard, Descartes, entre tantos, tantos outros…
JDC