Onde estás?
Estava a caminho de casa, vindo da Universidade depois de quase 4 horas a martelar em matemática diferencial, a passar pela estação de comboios. Mas acho que eras tu. Mesmo em contra-luz, o teu cabelo, a tua figura, a tua maneira de estar, a maneira como agarras o telemóvel quando estás ao telefone… Fiquei tão surpreendido de te ver que tive que olhar 3 ou 4 vezes para trás, o que, estando a conduzir, não é nada aconselhável. Provavelmente, noutros tempos, dar-me-ias um sermão. Porque te importas.

Não sei se eras tu. Mas se eras tu, olhaste na minha direcção também. Não trazias mala. Estarias de chegada de um exame? Como te estarão a correr os exames? Será que eras tu? Será que ficaste na mesma dúvida sobre mim? Será que algum dia vais voltar a falar comigo? Será que algum dia vamos ser amigos, como me pediste? Tantas perguntas para fazer… Mas não sei como. Estou sem palavras.
Sim, acho que eras tu. Não tenho como o saber, mas sei-o. Mesmo em contra-luz. Tu estás sempre aqui…
Um beijo para ti.
JDC