My stupid mouth (II)
Com este ritmo é normal que que saia asneira. Por estar no último ano e envolvido em projectos extra-curriculares, já tenho um certo á vontade com alguns professores, na medida em que converso sobre temas que não a universidade. Durante as aulas há até “private jokes”. Na reacção a uma provocação, disse asneira. Não que ofendesse alguém, mas passei uma ideia de mim mesmo que sempre combati ao longo da minha vida.
O que posso fazer? “My stupid mouth, got me in trouble, I said too much again…”…
Falo-vos disto porque estou cansado. Todos dizemos, com um certo orgulho e mentalidade que nos é incutida desde pequenos, que a opinião dos outros não importa. Isto é terrívelmente falso, a menos que estejamos no meio da floresta a estudar macacos. Aí a opinião dos macacos, realmente, não tem grande interesse… Mas a opinião de pessoas que nós temos em consideração, quer seja colegas, professores ou amigos, essa opinião é sempre muito valiosa. Somos seres sociais, de relações complexas, e gostamos de nos sentir bem no nosso meio. Conseguem ser como o Dr.House? Reparem que, mesmo ele, passa a ideia de que não se importa com a opinião dos outros. Mas combate ferozmente sempre que alguém insinua que ele se importa… Estão a ver o paradoxo?
Mas dizia, estou cansado. Estou cansado de não me conseguir fazer compreender, de não conseguir mostrar quem sou. O mais estranho, no meio disto tudo, é que as pessoas que me conhecessem há mais tempo dizem que sou transparente!… O mundo é demasiado estranho para mim.
Nestas alturas sinto falta de alguém que não precise de me ouvir falar para me perceber… A quem possa dizer as maiores barbaridades e não ser julgado… Que perceba quando estou a mentir…
“I’m never speaking up again… starting now”
JDC