Da Leitura do Mero Cristianismo - Post 4
4 - O que há por trás da Lei
5 - Temos razão para estarmos preocupados
Tiago, as bruxas tiveram demasiado protagonismo nos primeiros post’s. O Lewis apenas se serviu delas como um exemplo, um acessório, e eu apenas senti-me na obrigação de me mostrar contra a pena de morte. Num mundo onde se pague olho por olho, ficaremos todos cegos.
Quanto á pergunta que fizeste no Post 2 (Acho que mais relevante do saber se ela poder ser compreendida, é se ela pode ser cumprida.) tu mesmo já me deste a resposta há muito tempo: sendo Jesus verdadeiramente homem (sim, com h pequeno) ficou mostrado que a Lei pode ser cumprida por cada um de nós. A Sua vinda, o Seu exemplo, julgo eu, tem como primeiro propósito isso mesmo, mostrar-nos que temos capacidade para seguir o Seu caminho. Assim, fazendo a ponte para o Post 3, não concordo com a imperfeição do homem, com esse decaimento. Temos tudo em nós para agirmos por essa Lei que Lewis tanto quer obedecer. De facto, quero muito comentar essa frase, mas se dizes que vem no livro, lá chegarei.
Finalmente, os dois trechos que li devo dizer-te que o António Vaz Pinto, S.I., no livro “Ateísmo e Fé - à busca de Deus”, explora de forma muito mais profunda a problemática da natureza dessa Lei. Mas no fim, a conclusão é a mesma: esse impulso, essa moralidade que existe dentro de nós é-nos, paradoxalmente, exterior e independente de nós. Isto é, apesar de ser algo intrinsecamente humano (os animais apenas têm instintos e os objectos seguem comportamentos físicos), a fonte da moralidade não somos nós mesmos mas um Sujeito Necessário e independente, aonde essa “moralidade” se apresenta infintamente (termo muito mais complexo do que eu julgava!). Este não é um tema fácil de explanar num blog, nem eu tenho o engenho para tal.
Resumindo, Lewis tentou provar, de certa forma, a existência de um Ser Consciente exterior a nós mas que actua intrinsecamente no ser humano.
JDC