Calma!
A discussão já vai longa (e acesa) e sendo este o meu blog, impera-se que intervenha.
Levantaram-se, aqui, questões muito pertinentes. Mas antes de mais nada, sinto-me compelido a partilhar convosco algo que me mudou a vida: “a Igreja e a religião foram feitas pelo Homem; não podemos esperar que sejam o espelho de Deus”.
Posto isto, pode-se dizer que tenho uma posição intermédia: olho para a Bíblia não como o guia último da salvação, a Verdade, com V maiúsculo por representar absolutismo. Mas também não a renego nem descarto ideias que me tocam e atingem como sendo fundamentais para a harmonia comigo mesmo e com o que me rodeia.
Levantaram-se, aqui, questões muito pertinentes. Mas antes de mais nada, sinto-me compelido a partilhar convosco algo que me mudou a vida: “a Igreja e a religião foram feitas pelo Homem; não podemos esperar que sejam o espelho de Deus”.
Posto isto, pode-se dizer que tenho uma posição intermédia: olho para a Bíblia não como o guia último da salvação, a Verdade, com V maiúsculo por representar absolutismo. Mas também não a renego nem descarto ideias que me tocam e atingem como sendo fundamentais para a harmonia comigo mesmo e com o que me rodeia.
Em diálogo, descobri que, apesar de nos impingirem que o autor da Bíblia é Deus e todos os apóstolos, santos, etc. são meros veículos da Sua autoria, contiuam todos a ser homens, capazes de errar, que imprimem o seu cunho pessoal, por muito que não (ou talvez sim) queiram.
Não acredito que haja nada de sobrenatural nas nossas vidas excepto a própria vida. Há muitos mistérios por descortinar, mas olharmos há 2 mil anos, há mil anos, porque não?, há 100 anos atrás, qual a quantidade de misterios resolvidos? E qual a quantidade de novos mistérios que surgem em consequência?
Não gosto de críticar o que não conheço. Talvez por isso estou numa fase de descoberta de um lado da minha existência. Mas também não sou uma esponja, está-me no sangue críticar e decompor o que me é apresentado. Acho que é fundamental ter esta postura na vida, senão incorremos o risco de Cruzadas e Intifadas, de fanatismo e “espírito cordeiro”.
Por isso, deixem-me só comentar uma aspecto que vi respondido na atitude de “eterno pecador” dada pela Igreja Católica: parece-me para lá de discussão lógica e racional o conceito de pecado original. Um ser recém-nascido só pode pecar por não deixar ninguém dormir! Não há malícia, não há consciência do outro, que caramba, nem há consciência de si mesmo como um ser individual! Mas, como adultos e parte da sociedade, temos que nos interrogar continuamente sobre todas as vezes que podiamos ter feito mais, podiamos ter dado um pouco mais de nós pelo outro, por aqueles que precisam de nós. Nem sempre é possível, contudo, dar mais de nós. O mundo actual caminha vertiginosamente para um “mata ou morre”. Talvez se ouvissemos todos um pouco mais das mensagens da igreja não estariamos assim…, quem sabe! Outras vezes agimos de forma egoísta, desrespeitando o próximo? Novamente, estamos num mundo de “mata ou morre”… Julgo ser aqui que entra o espírito penintenciário: é um apelo a que tentemos fazer mais, tentemos mudar continuamente o que de mau temos na vida.
Por fim, deixem que vos diga, como alguém que não foi criado na catequese e foi há missa pela primeira vez aos 15 anos, que muito mudou na igreja desde aquela imagem do Deus castigador, opressor e temível. Demora!, pois não esperem que uma instituição com 2 mil anos de existência mude em 100 anos. Talvez nunca consiga acompanhar o ritmo vertiginoso de mudança do nosso mundo, mas talvez também não deva. Há alturas que devemos parar para pensar.
Não acredito que haja nada de sobrenatural nas nossas vidas excepto a própria vida. Há muitos mistérios por descortinar, mas olharmos há 2 mil anos, há mil anos, porque não?, há 100 anos atrás, qual a quantidade de misterios resolvidos? E qual a quantidade de novos mistérios que surgem em consequência?
Não gosto de críticar o que não conheço. Talvez por isso estou numa fase de descoberta de um lado da minha existência. Mas também não sou uma esponja, está-me no sangue críticar e decompor o que me é apresentado. Acho que é fundamental ter esta postura na vida, senão incorremos o risco de Cruzadas e Intifadas, de fanatismo e “espírito cordeiro”.
Por isso, deixem-me só comentar uma aspecto que vi respondido na atitude de “eterno pecador” dada pela Igreja Católica: parece-me para lá de discussão lógica e racional o conceito de pecado original. Um ser recém-nascido só pode pecar por não deixar ninguém dormir! Não há malícia, não há consciência do outro, que caramba, nem há consciência de si mesmo como um ser individual! Mas, como adultos e parte da sociedade, temos que nos interrogar continuamente sobre todas as vezes que podiamos ter feito mais, podiamos ter dado um pouco mais de nós pelo outro, por aqueles que precisam de nós. Nem sempre é possível, contudo, dar mais de nós. O mundo actual caminha vertiginosamente para um “mata ou morre”. Talvez se ouvissemos todos um pouco mais das mensagens da igreja não estariamos assim…, quem sabe! Outras vezes agimos de forma egoísta, desrespeitando o próximo? Novamente, estamos num mundo de “mata ou morre”… Julgo ser aqui que entra o espírito penintenciário: é um apelo a que tentemos fazer mais, tentemos mudar continuamente o que de mau temos na vida.
Por fim, deixem que vos diga, como alguém que não foi criado na catequese e foi há missa pela primeira vez aos 15 anos, que muito mudou na igreja desde aquela imagem do Deus castigador, opressor e temível. Demora!, pois não esperem que uma instituição com 2 mil anos de existência mude em 100 anos. Talvez nunca consiga acompanhar o ritmo vertiginoso de mudança do nosso mundo, mas talvez também não deva. Há alturas que devemos parar para pensar.
JDC
Posted by in 12:55:24