Friday, September 30, 2005

Oh my God…

   Não sei por onde começar… Deve haver uma lei universal para estas coisas!! A começar pela (tentativa) de gripe que me andam a tentar infligir, passando pelo pesadelo que é ver o Sporting a jogar futebol (é melhor nem ir por aí…) e acabando nos 70 (setenta!) candidatos a autarquias implicados em casos de justiça. Sim, os Avelinos, Majores e Fátimas são apenas a ponta do iceberg. Cá entre nós, alguém se admira??
   O problema é que não tenho nem fé que o Sporting faça melhor que um 4º lugar no campeonato e seja eliminado, na melhor das hipóteses, na segunda eliminatória da taça de Portugal, como tenho ainda menos confiança na maturidade democrática e civil do eleitorado. Sim, porque no final do dia vamos ver champanhe na casa dos Majores, Avelinos e Fátimas por esse país fora. Esta democracia está podre, mas o problema não é do sistema: são os portugueses. E aqui faço uma mea-culpa: não sinto apelo nenhum a tentar mudar seja  o que for… Primeiro porque acho que o Polvo (não o da máfia…) está demasiado enlaçado na sociedade e depois porque não é isso que os portugueses querem. Os portugueses querem os Majores, os Avelinos e as Fátimas, senão não haveriam recepções apoteóticas de alguém que foge à justiça e volta quando (por questões burocráticas) já não pode ser presa.
    O engraçado no fim disto tudo, são mesmo as greves, o descontentamento, a “tanga” que toda a gente diz que “veste”. Quem são os culpados? A democracia? Os políticos? Mas não são os políticos o que de melhor Portugal tem? Os políticos só são o que os portugueses o querem que sejam: eleições ganham-se por popularidade, e se eles ganham é porque gostamos deles. Depois, é ouvir nas ruas o “parece impossível” ou o “é o país que nós temos”… Fazem falta Manueis Alegres, de esquerda e de direita, fazem falta homens e mulheres verticais capazes de ter moral e sentido de ética. Mas esqueçam. Os políticos são corruptos, estão lá para se servirem a si mesmos, não querem saber do país… E nós?, que fujimos como podemos ao fisco, que viciamos a justiça de forma a não ter que pagar dívidas, que temos quase metade da economia em paralelo (vulgo, mercado negro, “debaixo da mes”, “dinheiro limpo”)? Os políticos são um reflexo de nós mesmos. Enquanto não nos convencermos que temos que servir o país para ele nos servir a nós, estou a escrever para os santinhos.
   O que me vale mesmo é que a gripe está a passar…

JDC

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Tuesday, September 27, 2005

Jesus revisited

   Perdoem-me a parábola…
   Se Jesus andasse entre nós nos tempo de hoje, concerteza estaria preocupado com as drogas… Afim de mostrar o malefício de tal substância, mandou os apóstulos pesquisarem e trazerem as diversas variedades do assunto em questão:
-Quem é?
- Sou o Paulo.
Jesus abre a porta:
- E o que trazes, Paulo?
- Trago haxixe de Marrocos.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o Marcos.
- E o que trazes, Marcos?
- Trago marijuana da Colômbia
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o Mateus
- E o que trazes, Mateus?
- Trago cocaína da Bolívia.
- Muito bem, filho. Entra
- Quem é?
- Sou o João.
- Jesus abre a porta e pergunta de novo:
- E tu, o que trazes, João?
- Trago crack de Nova Iorque.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o Lucas
- E o que trazes, Lucas?
- Trago speeds de
Amsterdão.
- Muito bem, filho. Entra.
- Quem é?
- Sou o Judas.
Jesus abre a porta:
- E tu, o que trazes, Judas?
- POLICIA JUDICIÁRIA! TODOS NO CHÃO! TU TAMBÉM, Ó CABELUDO!!!

JDC

P.S.: Perdoem-me, desde já, quem achar ofensiva a brincadeira. Não passa disso mesmo, uma brincadeira!
P.S.S.: Ainda não me recompus da violência mental que foi o regresso da Fátima Felgueiras…

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Sunday, September 18, 2005

5, meu Deus, 5…

Epa, estou pasmado… Em 50 (?) caloiros de Engenharia Mecânica (esse grande curso) da Universidade de Aveiro, 5 são raparigas. É um record absolutamente fantástico…

JDC

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Sunday, September 11, 2005

Calma!

   A discussão já vai longa (e acesa) e sendo este o meu blog, impera-se que intervenha.
   Levantaram-se, aqui, questões muito pertinentes. Mas antes de mais nada, sinto-me compelido a partilhar convosco algo que me mudou a vida: “a Igreja e a religião foram feitas pelo Homem; não podemos esperar que sejam o espelho de Deus”.
   Posto isto, pode-se dizer que tenho uma posição intermédia: olho para a Bíblia não como o guia último da salvação, a Verdade, com V maiúsculo por representar absolutismo. Mas também não a renego nem descarto ideias que me tocam e atingem como sendo fundamentais para a harmonia comigo mesmo e com o que me rodeia.
   

    Em diálogo, descobri que, apesar de nos impingirem que o autor da Bíblia é Deus e todos os apóstolos, santos, etc. são meros veículos da Sua autoria, contiuam todos a ser homens, capazes de errar, que imprimem o seu cunho pessoal, por muito que não (ou talvez sim) queiram.
   Não acredito que haja nada de sobrenatural nas nossas vidas excepto a própria vida. Há muitos mistérios por descortinar, mas olharmos há 2 mil anos, há mil anos, porque não?, há 100 anos atrás, qual a quantidade de misterios resolvidos? E qual a quantidade de novos mistérios que surgem em consequência?
    Não gosto de críticar o que não conheço. Talvez por isso estou numa fase de descoberta de um lado da minha existência. Mas também não sou uma esponja, está-me no sangue críticar e decompor o que me é apresentado. Acho que é fundamental ter esta postura na vida, senão incorremos o risco de Cruzadas e Intifadas, de fanatismo e “espírito cordeiro”.
    Por isso, deixem-me só comentar uma aspecto que vi respondido na atitude de “eterno pecador” dada pela Igreja Católica: parece-me para lá de discussão lógica e racional o conceito de pecado original. Um ser recém-nascido só pode pecar por não deixar ninguém dormir! Não há malícia, não há consciência do outro, que caramba, nem há consciência de si mesmo como um ser individual! Mas, como adultos e parte da sociedade, temos que nos interrogar continuamente sobre todas as vezes que podiamos ter feito mais, podiamos ter dado um pouco mais de nós pelo outro, por aqueles que precisam de nós. Nem sempre é possível, contudo, dar mais de nós. O mundo actual caminha vertiginosamente para um “mata ou morre”. Talvez se ouvissemos todos um pouco mais das mensagens da igreja não estariamos assim…, quem sabe! Outras vezes agimos de forma egoísta, desrespeitando o próximo? Novamente, estamos num mundo de “mata ou morre”… Julgo ser aqui que entra o espírito penintenciário: é um apelo a que tentemos fazer mais, tentemos mudar continuamente o que de mau temos na vida.
   Por fim, deixem que vos diga, como alguém que não foi criado na catequese e foi há missa pela primeira vez aos 15 anos, que muito mudou na igreja desde aquela imagem do Deus castigador, opressor e temível. Demora!, pois não esperem que uma instituição com 2 mil anos de existência mude em 100 anos. Talvez nunca consiga acompanhar o ritmo vertiginoso de mudança do nosso mundo, mas talvez também não deva. Há alturas que devemos parar para pensar.

JDC

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Wednesday, September 7, 2005

Mas que é isto?

   Na minha leitura matinal diária, encontrei aqui uma referência a um texto bíblico que fui procurar, com curiosidade. E não é para meu espanto que encontro isto:

1 Timóteo 2:1-15

1 Exorto, portanto, em primeiro lugar, a que se façam súplicas, orações, intercessões [e] se dêem agradecimentos com respeito a toda sorte de homens, 2 com respeito a reis e a todos os em altos postos, a fim de que continuemos a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade. 3 Isto é excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus, 4 cuja vontade é que toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade. 5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e homens, um homem, Cristo Jesus, 6 o qual se entregou como resgate correspondente por todos — [isto é] o que se há de testemunhar nos seus próprios tempos específicos. 7 Para dar este testemunho é que fui designado pregador e apóstolo — estou dizendo a verdade, não estou mentindo — instrutor de nações no assunto da fé e da verdade.

8 Desejo, portanto, que em todo lugar os homens façam orações, erguendo mãos leais, sem furor e [sem] debates. 9 Igualmente, desejo que as mulheres se adornem em vestido bem arrumado, com modéstia e bom juízo, não com estilos de trançados dos cabelos, e com ouro, ou pérolas, ou vestimenta muito cara, 10 mas dum modo próprio das mulheres que professam reverenciar a Deus, a saber, por intermédio de boas obras.

11 A mulher aprenda em silêncio com plena submissão. 12 Não permito que a mulher ensine ou exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. 13 Porque Adão foi formado primeiro, depois Eva. 14 Também, Adão não foi enganado, mas a mulher foi totalmente enganada e veio a estar em transgressão. 15 No entanto, ela ficará a salvo por dar à luz filhos, desde que continuem na fé, e no amor, e na santificação junto com bom juízo.

Atentem aos pontos 9 a 14.

Pasmados? Eu fiquei. Ainda não tenho a certeza se estarei a ver o texto correcto. Pensava que referências explícitas a submissão da mulher perante o homem fosse coisa de muçulmano… Estou mesmo sem palavras! E não me digam que é uma metáfora…

JDC

   Respondendo, fora de horas e sítio, a ti:

Não há forma de digerir estas passagens, porque não há metáfora. Timóteo é muito explícito no que se refere á posição que a mulher deve adoptar. Felizmente há a personagem de Maria Madalena que me põe em dúvida se era mesmo esta a posição de Cristo em relação ás mulheres!
As passagens I Timóteo 2:11-14 parecem-me particularmente chocantes. E garanto-te que não há qualquer mulher culta que não o julgue da mesma forma.
Parece-me tão evidente a inaceitabilidade (será que existe?) que não vejo como mostrar o quão errado isto é.

Posted by templars at 10:53:47 | Permalink | Comments (7)

Monday, September 5, 2005

Bom filho

    Altruisticamente, deixo o meu pai passear a Bonnie (a minha Coker Spaniel) á noite, depois do jantar. O meu pai passa o dia ou a conduzir ou sentado numa secretária pelo que faz-lhe bem andar a pé ao final do dia. É um sacrificio que faço!
    Sou, ou não, um bom filho??

JDC

Posted by templars at 21:35:40 | Permalink | No Comments »