Foi há 60 anos que os norte-americanos lançaram a primeira bomba atómica, sobre a cidade Japonesa de Hiroshima.
Os resultados foram devastadores, não é preciso alongar muito em detalhes, mas fique-se co m a noção de que até os filhos e netos das vítimas dos ataques sofrem dos efeitos colaterais da radiação.
A pergunta fica: terá sido absolutamente necessário causar tamanha devastação? Muitos afirmam que o Japão caminhava para uma derrota certa….
Podia falar de números, estatística, número de mortos, feridos e vítimas dos resultados colaterais ou de quantos teriam morrido se se tivesse optado por uma invasão tradicional terrestre… Mas para as vítimas, não passa disso mesmo, números, demagogia, política…
O que aconteceria, então, caso a bomba atómica fosse guardada na gaveta? Seguir-se-ia u a invasão terrestre. Todos sabemos o que aconteceu na invasão da França, da determinação em morrer pela honra do seu país dos japoneses (não foram eles que “inventaram” os kamikaze?), enfim, não havia forma pacífica de acabar com o conflito. Aliás, mesmo após o lançamento da primeira bomba, o povo Japonês acreditava que o seu Imperador lhes pediria para resistir e morrer pela pátria, algo que muito provavalemente fariam.
Nunca há vencedores nem decisões boas numa guerra. Isso implicaria haver um lado bom na guerra. Os civis de Nagasaki e Hiroshima não mereciam ser atacados da forma como foram; quantos deles não quereriam a rendição do seu Japão para poderem viver em paz? A crueldade humana parece não ter limites. Mas talvez, e só talvez, agora que vimos os efeitos que tiveram as primeiras e mais fracas bombas atómicas tenhamos consciência do seu poder e nunca mais as usemos…
JDC