Friday, February 18, 2005

Encaixe? talvez não…

    Ontem, no Santos da praça, foi a “Festa do Encaixe”, promovida pelo NEEA (não me perguntem o que quer dizer NEEA pois o carimbo nas costas da mão esborratou e não se consegue ler nada… sei que tem a ver com o curso de Ambiente…). E o que é a “Festa do Encaixe”, perguntam-me? Eles andam com o seu parafuso alto, vistoso e em riste, á procura das porcas delas, de uma que seja do tamanho exacto para se dar o encaixe propriamente dito. Quando tal acontece(u) a festa é(foi) grande e a recompensa merecida…. Afinal de contas eram muitos parafusos para outras tantas porcas (se bem que duvido da proporcionalidade) e no meio da confusão mal se ouvia o pedido “deixa-me ver o teu parafuso” ou o chamamento “onde está a minha porca?”.
    Após tantas calorias desgastadas na procura do encaixe, o referido parafuso na porca correcta dava direito a duas cervejas!
    Curioso, ou talvez não, foi a presença de um senhor de cabelos grisalhos, concerteza com mais de 50 anos, que deu muito nas vistas por procurar incessantemente a porca condizente com o seu parafuso… Não consta que tivesse encontrado, talvez porque nenhuma porca se atreveu a candidatar-se ou então o seu parafuso seria de outro campeonato (leia-se, sem porca correspondete, claro!). No meio da confusão, quando também eu tentava o meu encaixe, pensei para mim mesmo: se com 50 anos é assim, como não seria à 20 anos atrás!!
    No final da festa, achei a festa muito metafórica: uns encontravam rapidamente o seu encaixe enquanto que outros desesperavam com a procura pois ora era grande demais ora pequena demais… De facto, pareceu-me que a maiorida das porcas era bem mais pequena que os parafusos que por lá circulavam (tirem as ilações que quiserem…). De entre aqueles parafusos e porcas sem encaixe à vista, eram muitos aqueles que passando por um “quase” encaixe tentavam uma e outra vez, na esperança de que alguns milímetros tivessem cedido ou então apenas apercebendo-se das anteriores tentativas.

    Quanto a mim, estive 1h à procura da minha porca. Incessantemente ouvia: “é muito grande!”. O que fazer quando a sorte nos deixa com um parafuso muito grande?? Aproveitava este espaço para lançar o apelo: “Urso, se me estás a ouvir, vai fazer análises porque um dos lenhadores….” (pera aí, não é isto….), “Porca, continuo à tua procura…” (desculpem o tom melodramático :P)

Posted by templars in 14:32:59 | Permalink | Comments (1) »